Podologia Geriátrica: cuidar dos pés, promover mobilidade e qualidade de vida.

Podologia Geriátrica: cuidar dos pés, promover mobilidade e qualidade de vida.
Podologia

Podologia Geriátrica: cuidar dos pés, promover mobilidade e qualidade de vida.

Hoje assinala-se o Dia Mundial do Idoso – uma data que nos convida a valorizar o envelhecimento com saúde, autonomia e qualidade de vida.

Neste contexto, relembramos a importância da Podologia Geriátrica: cuidar dos pés é promover mobilidade, prevenir quedas e melhorar o bem-estar da população sénior.

A Podologia, enquanto área do saber autónoma e independente, justifica-se pela complexidade e especificidade do pé, das quais derivam um conjunto de patologias próprias ou com manifestações nesta estrutura. Esta complexidade resulta de diversas circunstâncias relacionadas com a Anatomia e Fisiologia do pé, bem como com a função que desempenha no aparelho locomotor.

Ao longo da História, o pé foi sofrendo transformações evolutivas e, desde que passámos à bipedestação, o peso corporal teve de ser redistribuído por duas estruturas relativamente pequenas quando comparadas com o resto do corpo. Sendo o pé a única estrutura de contacto com o solo durante a marcha, assume um papel fundamental na estabilidade postural, conferida pela disposição óssea e articular, pelos ligamentos, pelos tendões e pelos dois grandes grupos musculares que actuam sobre o pé: a musculatura intrínseca e a musculatura extrínseca. Esta organização permite que o pé, apesar da sua dimensão reduzida, execute movimentos complexos com um elevado grau de interação intersegmentar.

Para além de toda esta complexidade músculo-esquelética, o pé apresenta ainda uma vasta rede de vasos (veias e artérias) e de ramificações nervosas periféricas, que, por vezes, estão na origem de patologias que, embora não sendo exclusivas do pé, se manifestam nesta estrutura.

O pé é, portanto, uma estrutura a que habitualmente se atribui pouca importância, mas que, dada a sua especificidade — ao nível da anatomofisiologia, função e patologias associadas — justifica, por si só, a existência de uma área do saber científico dedicada ao estudo e tratamento das suas afeções, bem como das repercussões que estas têm no aparelho locomotor.

O processo natural de envelhecimento acarreta um conjunto de alterações estruturais e morfológicas do ponto de vista músculo-esquelético, frequentemente agravadas por doenças sistémicas (como a doença de Parkinson, doenças vasculares, Alzheimer, entre outras). Isto significa que o ato de caminhar pode tornar-se um verdadeiro desafio, por vezes uma “missão quase impossível”, sendo que o próprio calçado pode representar um verdadeiro inimigo — raramente um aliado.

Quando as patologias tendem para a cronicidade, se estruturam ou se tornam recorrentes, pode ser necessário recorrer a tratamentos corretivos (Podologia Cirúrgica), ou a tratamentos compensatórios ou paliativos, através da utilização de ortóteses plantares ou digitais, de forma a garantir a mobilidade, o equilíbrio e a autonomia do indivíduo.

Assim, a Podogeriatria, ou Podologia Geriátrica, centra-se na prevenção e tratamento dessas alterações, contribuindo de forma significativa para o bem-estar e qualidade de vida da população idosa.

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