[Healthnews] Ana Paula Nunes: A inteligência artificial na gestão de pandemias
2025-03-13 11:01[Healthnews] Ana Paula Nunes: A inteligência artificial na gestão de pandemias
A área da saúde pública, crescentemente interligada com as atividades de intelligence, consolida-se como um domínio crítico do conhecimento. Contrariamente à associação comum com a espionagem e o 007, a intelligence em saúde, refere-se à gestão estratégica da informação, essencial para a tomada de decisões informadas.
A vigilância epidemiológica incorpora cada vez mais os princípios da intelligence epidemiológica no contexto de epidemias e pandemias. A intelligence epidemiológica dedica-se ao estudo das condições, eventos e padrões espaço-temporais de ocorrências de danos na saúde, bem como dos determinantes que impactam a saúde das populações.
O ciclo da informação é central na intelligence epidemiológica. Este ciclo, compreendido como um processo interativo, envolve a produção de conhecimento a partir de etapas distintas: recolha de dados, processamento e análise, e disseminação para fins estratégicos. A análise de risco, integrada ao ciclo de produção de informação, é uma ferramenta essencial para a gestão otimizada de emergências, catástrofes e epidemias.
As fontes de informação (sources) em intelligence são diversificadas e complementares. A fonte humana, designada pela sigla HUMINT (Human Intelligence), é particularmente relevante. Em saúde, as fontes HUMINT incluem os utentes/doentes dos serviços de saúde, os processos clínicos, inquéritos epidemiológicos, inquéritos relacionados com as condições de saúde, ensaios clínicos e estudos de investigação em seres humanos. As informações obtidas caracterizam as populações e fornecem dados sobre seu estado de saúde, permitindo que os centros de vigilância em saúde detetem e respondam a emergências de saúde pública.
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