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História

A formação de enfermeiras para dar resposta aos objetivos da instituição é uma preocupação antiga. No Regulamento das Damas Enfermeiras da Sociedade Portuguesa da Cruz Vermelha, 1917, era previsto a criação de escolas destinadas a habilitar senhoras de um estrato social elevado que, durante a I Guerra estariam dispostas a prestar serviços no campo de batalha em França, e em Portugal nos serviços de saúde adstritos à Cruz Vermelha, a título de voluntariado. Nestas escolas seriam ministrados dois cursos, um elementar e outro complementar, ambos com uma duração de 9 meses.

As candidatas tinham que ter entre os 21-40 anos e eram submetidas a um exame de admissão. Só depois de obterem aprovação no Curso Elementar poderiam candidatar-se ao Curso Complementar.

Mais tarde, em 1947, é contemplado nos seus estatutos a criação da Secção Auxiliar Feminina, responsável pela criação dos Cursos de Pronto Socorro, através dos quais nasce o esboço do ensino de enfermagem na Cruz Vermelha Portuguesa.

O curso tinha a duração de um ano e era lecionado por médicos. Contudo, o curso de pronto socorro não dava resposta em termos de formação técnica ao objetivo preconizado pela Cruz Vermelha Portuguesa, tendo sido criado neste contexto, ainda no ano letivo 48/49, o curso de Auxiliares de Enfermagem.

À semelhança do curso anterior era lecionado também por médicos. As diferenças residiam na sua duração, dois anos, e no facto de existirem estágios em dispensários, o que já permitia o desenvolvimento de competências no âmbito da saúde pública.

No ano letivo 1950/51 existiam na escola dois cursos o que correspondia a 3 anos de formação – um ano do curso de pronto socorro, e dois anos do curso de auxiliares de enfermagem respetivamente. A quem terminasse os últimos dois anos era atribuído o título profissional de Auxiliar de Enfermagem.

Mais uma vez é sentida a necessidade de repensar a formação ministrada. Neste âmbito é criado o Curso de Enfermagem Geral, reconhecido oficialmente através da Portaria nº 13833 de 7 de Fevereiro de 1952 do Ministério do Exército, tendo sido iniciado o primeiro curso ainda no ano letivo de 1951/52. O Curso passa a ter a duração de 3 anos, sendo permitida a frequência do 3º ano às auxiliares de enfermagem que tivessem concluído o curso com nota superior a 14 Valores. Como requisitos de ingresso surgem a idade, entre 18 e 35 anos e as habilitações literárias, conclusão do 2º ciclo dos liceus.

Ao longo dos anos a escola foi-se adaptando, por um lado às necessidades sociais e por outro às alterações que iam surgindo no ensino oficial de enfermagem, pelo que em 1955 os Cursos ministrados são equiparados aos das escolas oficiais e particulares, apenas com duas especificidades: a escola ser tutelada pelo Ministério do Exército enquanto as outras escolas dependiam do Ministério do Interior, e a inclusão no currículo de disciplinas que iriam dar resposta aos objetivos específicos da Cruz Vermelha.

O ano de 1957 é preponderante para a Escola de Enfermeiras e de Auxiliares de Enfermeiras da Cruz Vermelha Portuguesa, porque através da Portaria nº 16232 do Diário do Governo, nº 71, Iª serie, de 28 de Março, vê aprovado o seu Regulamento.

A escola fica com uma direção constituída apenas por enfermeiras, situação que se manteve até à criação da Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa, em 2002. A diretora passa a ser nomeada pelo Presidente Nacional da Cruz Vermelha, e começa a existir um Conselho Escolar formado pelos professores efetivos da escola, presidido pela diretora que reúne trimestralmente ou sempre que necessário.

Embora dependente da Cruz Vermelha, a escola adquire autonomia pedagógica, continuando a ser ministrados os dois cursos: o Curso de Enfermagem Geral e o Curso de Auxiliares de Enfermagem, este último realizado até ao início da década de 70.

Em 1976, surge uma nova reforma no ensino de enfermagem em Portugal com a aprovação de um novo plano de estudos a implementar nas escolas oficias e particulares. Pretendendo manter uma semelhança de critérios na formação básica dos enfermeiros, a escola solicita nova autorização superior para ser abrangida por essa alteração curricular, estipulando como condição manter as disciplinas específicas para dar resposta aos objetivos da instituição, o que vem a ser concedido.

Em 1988, o ensino de enfermagem é integrado no Sistema Educativo Nacional ao nível do Ensino Superior Politécnico, no entanto só em 1990 é regulamentado o Curso de Bacharelato em Enfermagem, através da Portaria nº 195/90, de 17 de Março.

A partir desta data, a escola como sempre se preocupou em manter-se atualizada e em acompanhar as reformas que iam surgindo no ensino de enfermagem, começou desde logo a preparar a sua integração o que veio a acontecer em 1993, quando pela Portaria Conjunta nº 557/93, de 31 de Maio dos Ministérios da Defesa, Educação e Saúde, a escola foi reconhecida como Escola Superior de Enfermagem e o seu Plano de Estudos aprovado, tendo sido iniciado o 1º curso de Bacharelato em Outubro de 93.

Em 1999 nova reforma surge no ensino de enfermagem, através do Decreto-Lei nº 353/99, de 3 de Setembro, o Curso Superior de Enfermagem passa a ter uma duração de 4 anos e a conferir o grau de Licenciado.

Em 2002, houve um grande marco na área de saúde da CVP: a Escola Superior de Enfermagem passou a ser Escola Superior de Saúde da CVP e abriu a Escola Superior de Enfermagem da Cruz Vermelha Portuguesa de Oliveira de Azeméis.

Na Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa têm início mais três cursos Bietápicos de Licenciatura em Radiologia, Fisioterapia e Cardiopneumologia.

No ano letivo 2006/2007 para dar resposta ao legislado no Decreto-Lei nº 74/06, de 24 de Março que determinava a adequação dos cursos ao Processo de Bolonha, a escola começa a trabalhar na sua adequação, tendo submetido o seu PE ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior em Dezembro de 2007, para aprovação a qual se concretiza através do Despacho nº 10925/2008 de 14 de Abril, com inicio do 1º Curso de licenciatura adequado ao processo de Bolonha este ano letivo.

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